Polícia da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) fecha laboratório de drogas em Fortaleza


Um dos dois homens presos foi condenado, em junho de 2014 por um assalto, no ano de 2013, a sede da AMC

Um laboratório de drogas foi desarticulado e um arsenal apreendido pela equipe da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), durante uma operação, ocorrida na tarde da última terça-feira. Dois homens suspeitos de serem os responsáveis pelo material foram presos no local da apreensão, na Rua Padre Cícero, no bairro Planalto Ayrton Senna (Pantanal).

Polícia da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) fecha laboratório de drogas em Fortaleza

De acordo com o diretor da Divisão, delegado Sérgio Pereira, as investigações sobre a dupla começaram há cerca de um mês, quando uma pessoa denunciou que estava acontecendo uma negociação de drogas na rua. Uma vigilância foi montada e o flagrante foi feito quando a dupla estava fazendo a distribuição dos entorpecentes.

A casa de Delmar Nascimento de Sousa, 41, estava sendo monitorada pelos agentes que avistaram quando ele chegou ao local em um automóvel Volkswagen, modelo Gol. Pouco tempo depois, Francisco Adriano Martins da Silva, 30, chegou em um Volkswagen, modelo Cross Fox.

Pacotes

A dupla entrou na residência e saiu com alguns pacotes. Eles retornaram, foram até uma casa vizinha e novamente saíram com mais pacotes. Neste momento foi feita a abordagem e a Polícia constatou que o que havia dentro das sacolas era droga. “O Delmar alugou uma casa próxima a dele para funcionar como depósito e laboratório das drogas. Eles não eram apenas revendedores de narcóticos, eram produtores. Dentro do imóvel nós encontramos uma prensa hidráulica e substâncias que são misturadas e aumentam o volume da droga que eles vendiam”, afirmou o delegado.

A Polícia encontrou na residência dez quilos de pasta-base de cocaína; dez quilos de mineíta e seis potes de fermento, usados no preparo dos entorpecentes; um quilo de crack; seis armas de fogo, sendo quatro pistolas, uma espingarda calibre 12 e um revólver de cano longo calibre 38; e munições de calibre 38, ponto 40 e 45. Um das pistolas apreendidas é de fabricação alemã e dispara pequenas esferas de aço. “Pela legislação brasileira, ela não pode, sequer, ser considerada uma arma de fogo, porque não utiliza explosões para arremesso de projéteis. As esferas são lançadas por força de um sistema de ar comprimido, mas vale ressaltar que é uma arma perigosa também”.

Adriano Silva disse à Polícia que participava constantemente de assaltos do tipo ‘saidinha’ bancária e de ataques a agências bancárias. Ele já tem seis passagem pela Polícia por roubo.

Em junho de 2014 ele foi condenado por uma tentativa de assalto na sede da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC), ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2013. Na ocasião, pessoas foram feitas de refém por Silva e outros três comparsas.

Conforme Sérgio Pereira, o homem disse que não deveria ter deixado de ser assaltante para ser traficante. “Não manifestou em momento algum estar arrependido por cometer crimes. Ele disse que estava dando tudo certo nos roubos a banco e não pensou que a Polícia fosse chegar até ele, mas se enganou”.

Os dois presos foram autuados por tráfico, associação para o tráfico, porte ilegal de arma e porte ilegal de munição de uso restrito. Durante o depoimento ambos permaneceram calados.

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