PM reage a arrastão em ônibus e mata vítima, em SP

Um policial militar à paisana foi preso suspeito de reagir a tiros a um arrastão num ônibus, matar um passageiro e ferir outro, na noite de sexta-feira (24) na Zona Leste de São Paulo.

A informação é do SPTV. De acordo com a reportagem, o policial militar baleou as vítimas por engano porque teria confundido elas com quatro criminosos que entraram no veículo e anunciaram o roubo, por volta das 19h30, na Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Pedra Branca, Cidade Tiradentes.

PM reage a arrastão em ônibus e mata vítima, em SP

Os quatro homens entraram no ônibus e começaram a assaltar os passageiros. Em seguida, os ladrões desceram do veículo, mas um deles retornou e tentou pegar a bolsa de uma mulher. Ela viu que o criminoso não estava armado e reagiu. Outros passageiros tentaram ajudá-la, houve uma confusão dentro do ônibus e os tiros foram disparados. O advogado João Carlos Campanini, que defende o policial, diz que os tiros foram direcionados para o suspeito e acabaram acertando as duas vítimas. “O rapaz que acabou fugindo se virou para ele, estava bem agressivo, ele [policial] acabou atirando e acertou duas pessoas”, contou. Segundo o advogado, antes dos disparos houve uma briga generalizada e o policial relatou que não conseguia identificar quem era vítima e quem era criminoso.

O policial foi detido e levado ao 49º Distrito Policial (DP), em Cidade Tiradentes, onde foi indiciado por homicídio culposo, sem intenção de matar, e lesão corporal culposa. Os quatro criminosos fugiram com objetos levados das vítimas: celulares e bolsas com dinheiro. Cerca de 20 pessoas estavam no coletivo durante o roubo. Um dos baleados foi o motorista Carlos Roberto Garcia de Aquino, que morreu.

O outro ferido é o motorista Nilson Ferreira de Pinho Júnior. Ele teve o pulmão perfurado e está internado num hospital de Tiradentes. Logo após ser baleado, ele telefonou para a mãe. “Meu filho me ligou e disse: ‘Mãe, eu tomei um tiro. Eu vou morrer’. Eu saí correndo e quando eu entrei dentro do ônibus, o policial que estava à paisana falou para mim: ‘Eles são bandidos’. Eu disse: ‘Meu filho não é bandido'”, disse Lucilene Gonçalves. Por meio de nota, a Polícia Militar (PM) informou “que quatro suspeitos entraram em um ônibus, renderam o motorista e roubaram os passageiros. Na fuga, dois funcionários da empresa de ônibus, de 29 e 26 anos, tentaram segurar um dos bandidos.

O policial militar interveio, mas na confusão os tiros do policial atingiram os funcionários da empresa. Foi realizado um auto de flagrante delito e o policial encaminhado ao Presidio Romão Gomes. O delegado Ramon Euclides Padrão, do 49º DP, esclarece que o PM foi indiciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa. Todas as circunstâncias em que se deram os fatos estão sendo apuradas.”