Marina consolida voto e cresce desejo de mudança no eleitorado, mostra pesquisa

Debate entre os candidatos a presidente da República, na sede da TV Bandeirantes, em São Paulo, SP, nesta terça-feira, 26.

Debate entre os candidatos a presidente da República, na sede da TV Bandeirantes, em São Paulo, SP, …A última pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (29) mostrou Dilma e Marina empatadas com 34% e Aécio em terceiro lugar com 15%. Dois dados chamam a atenção na comparação com a pesquisa Datafolha feita quinze dias antes, em 15 de agosto.

Marina consolida voto e cresce desejo de mudança no eleitorado, mostra pesquisa

Debate entre os candidatos a presidente da República, na sede da TV Bandeirantes, em São Paulo, SP, …

A declaração de voto espontânea em Marina subiu de 5% para 22%. O voto espontâneo é aquele no qual o eleitor diz em quem pretende votar sem ser apresentado a nenhum candidato: cita o nome que lhe vem à cabeça. Isto indica, no mundo das pesquisas, uma certeza maior de voto (no voto “estimulado”, ao eleitor é apresentada uma cartela com os nomes dos candidatos – é este número que, em geral, ganha destaque na divulgação das pesquisas eleitorais).

Ao passar de 5% para 22% na “espontânea”, a intenção de voto em Marina mostra uma consolidação. Sugere, sobretudo, que Marina já não é mais uma “onda”, o que dá ideia de algo que vem e vai, mas que sua candidatura reflete um desejo mais enraizado no eleitorado. Sempre lembrando, é claro, que pesquisas mostram o “retrato” de um momento. Em uma eleição imprevisível como a de 2014, muita coisa pode mudar até 5 de outubro (como sugere a repercussão em cima do recente “lapso” do programa do PSB em relação aos direitos LGBT).

Seja como for, ao deixar de ser “surpresa” e “fenômeno”, Marina vai se tornando possibilidade concreta de vitória e de governo, o que lhe imporá, desde já, novas perguntas por parte do eleitor. Com quem governará exatamente? O que realmente pretende? Quem está ao seu redor? A “nova política” exclui os partidos? Se sim, como?

Na declaração espontânea de voto Dilma ficou com 27%, uma oscilação de 3 pontos para cima em relação ao levantamento anterior. Se é um tênue sinal positivo (dentro da chamada margem de erro), parece insuficiente para uma candidatura que teve o seu grau de exposição desde o início do horário eleitoral na TV em 19 de agosto.

Ou seja: apesar de todo o tempo de TV, bem superior ao dos adversários, Dilma não avançou na intenção espontânea de voto. Vem mostrando também vulnerabilidade em segmentos-chave do eleitorado, como os segmentos de menor renda (a maioria dos eleitores e onde as oposições tinham dificuldades de se projetar até a entrada de Marina) e os eleitores do Nordeste.

Chama a atenção também que o percentual de eleitores que desejam “mudança” nos rumos de governo, que já era alta (74%), ficou ainda mais alta nos últimos quinze dias, alcançando 77%.

Em suma, a pesquisa mais recente (virão outras por aí) reafirma a “mudança” como eixo da eleição 2014, ao mesmo tempo em que a candidatura Marina se desenha muito mais do que uma “onda”, parecendo encarnar o desejo mudancista que as pesquisas expressam desde as manifestações populares de junho de 2013. Se teremos de fato mudanças (não apenas de nomes mas de modo de fazer as coisas), o tempo dirá.

Ver Tv Com VC
Shandy Games
Faa publicidade com a Pnico
Venha Ser nosso Parceiro


Envie esta postagem para um grupo no Facebook:


DEIXE SEU COMENTÁRIO SOBRE ESTA MATÉRIA

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não da Rádio Pânico

Acesse o site do Comunidades.Net
Venha Ser nosso Parceiro
Venha Ser nosso Parceiro