Audiências da Kiss são retomadas nesta segunda pela Justiça Militar


Recomeçam nesta segunda-feira (9) os depoimentos das testemunhas de acusação do processo que tramita na Justiça Militar de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, contra oito bombeiros responsabilizados criminalmente pelo incêndio da boate Kiss. Sete pessoas arroladas pelo Ministério Público serão ouvidas até terça-feira (1) no Plenário da Auditoria Militar.

Após estes depoimentos, faltará apenas uma testemunha de acusação. Segundo a Justiça Militar de Santa Maria, a engenheira responsável pelo projeto de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) da casa noturna se recupera de uma cirurgia cardíaca e só poderá prestar depoimento a partir de março. Por ser considerada uma testemunha chave para a elucidação do caso, a Justiça não abre mão de ouvir a engenheira.

Depois que todas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público forem ouvidas, começa a fase de audiências da defesa. Mesmo que somente a partir de março estas pessoas possam ser chamadas, os advogados da defesa já arrolaram mais de 30 pessoas para prestar depoimento.

Todas as pessoas que serão ouvidas nesta semana não estavam na casa noturna na hora do incêndio e também não participaram do resgate. Conforme a assessoria de imprensa da Justiça Militar de Santa Maria, todos são ligados ao processo de expedição de licenças e alvarás.

Ainda conforme a assessoria de imprensa da Justiça Militar de Santa Maria, o teor do depoimento de uma engenheira ligada ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (CREA-RS) foi solicitado pelo Ministério Público para que fosse remetido ao processo da Justiça Civil, que investiga possíveis irregularidades na concessão de alvarás para a boate Kiss.

Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, resultou em 242 mortes. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco.

O inquérito policial indiciou 16 pessoas criminalmente e responsabilizou outras 12. Já o MP denunciou oito pessoas, sendo quatro por homicídio, duas por fraude processual e duas por falso testemunho. A Justiça aceitou a denúncia. Com isso, os envolvidos no caso viram réus e serão julgados. Dois proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda foram presos nos dias seguintes à tragédia, mas a Justiça concedeu liberdade provisória aos quatro em 29 de maio.


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