Audiência na Justiça sobre greve de ônibus termina sem acordo em SP

Desembargadora deu prazo de 24 horas para posicionamento das partes. Ela espera que julgamento da greve ocorra ainda neste mês de maio.

Reunião no TRT terminou sem acordo sobre greve de motoristas de ônibus (Foto: Roney Domingos/G1)

Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada nesta quinta-feira (22) na Justiça do Trabalho sobre a paralisação dos ônibus em São Paulo.

Após o prazo, a Justiça vai julgar a legalidade do movimento. A decisão da desembargadora foi tomada durante audiência com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss), do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) e também do  grupo de motoristas dissidentes, que puxou a paralisação que começou na terça-feira (20).

Sindicato e grevistas acionados
A tentativa de acordo foi o primeiro passo do trâmite que terminará com o julgamento da greve. A Justiça acionou o sindicato dos motoristas porque ele representa legalmente os trabalhadores. O Sindimotoristas, que nega ter iniciado o movimento e havia aceitado reajuste de 10%, agora defende pacto firmado na quarta-feira (21) na Superintendência Regional do Trabalho, que pede a reabertura das negociações.

Agora, depois de receber a defesa dos envolvidos na paralisação, a Justiça vai se reunir novamente para avaliar a legalidade do movimento. O TRT informou que o julgamento do dissídio coletivo de greve será na segunda-feira (26), às 17h. A relatora sorteada foi a desembargadora Ivani Contini Bramante.

Até que uma decisão seja tomada, permanece válida a liminar que obriga a manutenção de 75% das linhas em atividade. Segundo a decisão de quarta-feira (21), há previsão de multa pelo descumprimento da decisão, mas o valor será estipulado posteriormente.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) requereu que seja declarada abusividade da manifestação e seja aplicada multa de R$ 500 mil por dia de paralisação. Os promotores também pediram que o poder público assegure a prestação de serviços.

Representantes aguardam julgamento
Paulo Martins Santos, motorista da Gato Preto e um dos representantes escolhidos por motoristas em greve, disse ao fim da reunião no TRT que os motoristas e cobradores continuarão trabalhando.

Edvaldo Santiago, secretário de finanças do sindicato dos Motoristas, disse não haver mais dissidentes. “Hoje estamos trabalhando juntos.”

O advogado das empresas de ônibus, Antonio Roberto Pavani Jr., voltou a negar reabertura de negociação salarial. “Se eles têm dissidência, têm que discutir na hora de escolher as lideranças.” Ele afirmou que seus clientes querem que a Justiça considere a paralisação ilegal para que sejam tomadas as medidas cabíveis, como o desconto dos dias parados.

Desembargadora critica grevistas
Durante a audiência, a magistrada criticou os grevistas. Logo no início da reunião, a magistrada questionou: “se havia convenção coletiva por que temos todos esses transtornos?”.

“Graças a Deus que estamos no estado democrático de direito e graças a Deus que os trabalhadores podem fazer greve. Mas o dano que a sociedade toda teve, de sofrimento, é irreparável”, disse.

Ela afirmou que não tem carro e anda de ônibus. Ela disse que o tribunal mandou carro para atendê-la, mas sua colaboradora ficou sem transporte. Ela diz que esperou que as empresas de ônibus entrassem com medida cautelar contra a greve, o que não ocorreu.

 

 

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